Uma página em branco. Um horizonte vazio, que aponta para infinitas direções, e ao mesmo tempo, para o nada. Assim eu me sinto agora, no início da disciplina Técnicas Corporais II, ministrada por Miguel Santa Brígida, no segundo ano do curso técnico de formação em ator da Escola de Teatro e Dança da UFPa, 2009.
É um choque, um encanto, perceber em mim a expectativa que há diante do que se aproxima. As possibilidades são tão imensas, o que se aproxima é tão desconhecido, que o imaginário aflora. Me sinto como os marinheiros das grandes navegações, no final da Idade Média, partindo numa aventura, ao encontro do misterioso. Que transformações isso irá causar em mim?
Essa é a primeira imagem que tenho, nesse início de jornada. Um navio. Assim como o universo negro veio ao Brasil em navios negreiros, nos quais os escravos eram tratados de forma desumana e cruel; eu me entrego a uma viagem, ao fundo de mim mesmo. Navegarei pelo meu íntimo, enfrentando ondas de medo, e tempestades de limitações psicológicas, e físicas. Um navegar em sonhos, em sensibilidade e em arte.
Onde pretendo chegar? No inconsciente coletivo.
quarta-feira, 11 de março de 2009
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